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O que eu aprendi com 2016.

janeiro 1, 2017

Eu aprendi com o ano de 2016, que a gente (quase sempre) deseja “Feliz Ano Novo” de graça, por educação – pelo menos ainda sobra educação nessas épocas nesse mundão louco (ou não). Mas as vezes, a gente quer realmente que aquela pessoa tenha um ano novo; que seja diferente, principalmente quando sabemos que o ano não foi bom pra ela, por vários motivos. Então, a gente deseja.

Mas o que eu aprendi com 2016, é que, o próximo ano vai ser o que ele tiver que ser independente da palavras que soltamos de graça. O ano sempre vai nos surpreender, seja pra algo bom, ou ruim. Ele tem “vida própria” e ele vai ser o que ele quiser, ou tiver que ser.

O negócio é  gente aprender a ser feliz.
E pra ser feliz, não precisa necessariamente estar sorrindo.Só ser.

Feliz 2017.

Uma carta de amor em ódio.

julho 19, 2015

Estou cansado de sentir raiva.
Cansado de sentir ódio.
Cansado dos ódios alheios.
Cansado de atacar os outros.
Cansado de ver ataques.
Quando foi que esqueceram que seus tetos são de vidros também?
Não me lembro da vez que me disseram que eu não tenho pecado.
Atacam demais.
Demais são atacados.
Estou cansado da ira.
Até aonde o ódio irá?

Ela.

junho 22, 2015

Cada dia eu tenho mais certeza da minha vida junto à dela, cada dia me vejo mais longe da minha pra se encontrar com a dela.
Esse relato vem dos dias difíceis e problemáticos que tenho vivido e que ela se encontra do meu lado, quando choro ou quando me endureço, ela está lá.

Mesmo quando eu estiver sozinho, não sentirei falta de ninguém, pois ela estará lá.
Não é só porque sou novo que não tenho problema e não choro, ela é a prova dos bastidores da minha vida.
Enfim, ônibus faz a gente refletir muito, e me peguei perdido nesses pensamentos.

A amo e não tenho dúvidas disso, o que só quero agora, é ser o mesmo que ela é pra mim nos dias que ela precisar.
Meu porto seguro tem nome, e é o nome dela;

Elizabeth Silva.

Ventos e marinheiros

outubro 28, 2014

Estou me encontrando novamente nos dias recentes.
Muita coisa que passou na minha vida, tenho olhado pra isso tudo e me perguntado quais dessas coisas eu consegui deixar de lado para continuar em frente. E confesso que não são muitas.

Estou me encontrando novamente no dias recentes.
Ser quem eu sou, é uma coisa que está acontecendo naturalmente.
Aprendendo na prática, é o que tem pra hoje, e eu tenho buscado com força tudo aquilo que eu sempre quis fazer ou ter, e só agora tenho tido força pra gritar essas coisas.
Gritar o meu amor, gritar o meu ódio, gritar minha fraqueza e força.

A vida é curta demais para não ser quem eu sou, e curta demais, para não falar o que eu sinto.
Tenho aprendido que tudo o que faço, me representa, e que, é uma pequena expressão de quem eu sou. E eu sei da capacidade que tenho para ir além e de fazer coisas maiores do que eu mesmo, no qual seria uma grande representação de quem eu sou. Então faça.

Se estamos cansados das mesmas coisas vividas obrigatoriamente na nossa vida, paremos um pouco para refletir e nos perguntar se vale a pena estar onde estamos, fazer o que estamos fazendo, ou estar com a pessoa que estamos. Estou aprendendo a mudar. Estou sendo a mudança.

Estou me encontrando novamente nos dias recentes.
Estou me redescobrindo para uma vida inteira, e talvez, uma vida inteira me descobrirá.

Talvez, eu só esteja voltando para o lugar onde não deveria ter saído.
Talvez, eu só sai para ter certeza de que ali era o meu lugar.

Isto não é sobre ventos e marinheiros.
Isto é sobre eu percebendo que, não é sempre que você ama quem você ama, mas que no final, vai se dá conta que já passou uma vida inteira amando quem você ama.

Estou me encontrando novamente nos dias recentes.

O tempo será nosso.

janeiro 3, 2014

Ela vem
Com um passo de cada vez
Beleza e brilho sereno
Envolvidos no seu lindo vestido

O mundo gira
Enquanto eu te espero
Nesta noite
Eu quero me envolver e ouvir teu coração

Ela vem
Com um amor que ninguém tem
Levando meu vazio
Ela vem, ela vem

Uma vida inteira a procurei
Me pegue pelas mãos e diga-me que sim
Tire as sandálias e encontre-me descalço
No campo de amores

Ela vem e na beleza
De suas mãos espero tocar
Corra para onde
O tempo será nosso

Meus olhos nos teus
Um tempo a sós
Minhas mãos em tuas mãos
Minha boca transmitindo verdade em tua boca

Silêncio para ouvir os nossos coração
Barulhos dos sapatos de cristais eu ouço
De onde tu vens?
Leve-me daqui

Ela vem
E nesta noite um coração vai se alegrar
E todo o medo se esvaziar
E o tempo será nosso
Leve-me daqui.

Melancolia inversa.

julho 30, 2013

Tantos problemas e desilusões. Vivendo em um caminho que eu pensava que só existia em contos ou filmes de drama. As vezes tenho que parar e pensar pra tentar lembrar quem eu era, quem me tornei e o que serei, pois não respiro mais o mesmo ar, e nem mais os mesmo pensamentos ingênuos, só as mesmas dores.

Alguns amigos que se foram sem deixar pista de onde iriam… talvez não quisessem que eu as procurassem porque sabiam que eu iria mesmo. Apenas se foram deixando o copo meio cheio do drink. Eu me pergunto até hoje se foi culpa minha, se foi eu mesmo o motivo da minha mudança, o motivo das minhas dores.

Sabe o que eu quero? Quero culpar-te por tudo que acontece comigo. Quero culpar-te se eu errar ou machucar e iludir alguém, sim, eu quero culpar-te hoje se eu bebo ou se não confio mais nas pessoas ou naqueles que se diziam amigos. Culpa tua.
Dói eu perceber que não sou mais quem era, mas quero culpar-te se disserem que eu mudei. Aliás, tu tiraste quase tudo que era de bom em mim, agora me faça acreditar novamente, faça voltar a esperança, quem fará? Culpa tua.

Felizes o que não te conheceram ainda. Felizes são os ingênuos do amor, pois ele vivido errado, torna-se corroível. Quem dirá com palavras o amor verdadeiro?
Que o amor seja duro, forte, sem o arco-íris ou borboletas da ilusão, mas com céu de sol entre nuvens, maduro e com dor.
Culpo-te para amenizar minha carga, pois se ainda não achei o modo de curar minhas feridas, esquivo-me pelo menos das culpas que causaram as feridas.

Ainda estou sem um novo refrão, e confesso que a culpa é minha, tudo foi eu, eu sei. Só que, culpar-te pela minha solidão, me dá forças pra esquecer-te assim como tu me esqueceu, assim como amigos se foram, e assim como o vinho acabou.

Este lugar está vazio, sem eu, sem você e sem os supostos amigos. E eu culpo-te pra poder sobreviver.

Culpo-te por eu gostar de ser quem eu sou hoje e não gostar mais de você.

A Bailarina e o Sonhador

maio 24, 2013

Ela está alguns pequenos quilômetros de distancia de mim, mas, com sua frieza e desdém parece uma distância impossível de ser alcançada.

Já escrevi refrões e canções, expressei-me em músicas que borrifavam notas e harmonias no ar, e que me faziam ver e sentir a velocidade em que eu estava voando em meus pensamentos e sentimentos, e que futuramente poderiam me derrubar e trazer feridas e feridas profundas.

Já fiz muitos refrões e canções, hoje, sequer consigo escrever uma estrofe para uma nova canção.

Falhei em esperar muito para estender minha mão pra te conduzir à uma dança a dois. Se tu soubesses da minha insegurança que eu sentia de errar na dança e de tu me descartar por ser uma belíssima bailarina e dançarina de primeira, enquanto eu, um mero sonhador das galáxias em profundo amor com o universo verdadeiro do romance e suas frustrações, talvez teria me dado uma segunda chance à esta dança a dois.

Tenho vivido menos, estou cansado. O romance e o amor é para poucos, é para os que tem paciência, e para os que não tem medo, pois são perigosos. Em riscos estão os que tentam vivê-los. Quando menos tu esperar, apenas um de ambos, estará se rendendo ao amor, apenas um, estará se humilhando e pedindo perdão.

Trouxas somos eu e vocês. Ninguém nos obriga a viver o amor, mas gostamos de tentar vivê-lo. Ninguém nos obriga a reviver tais dores, mas parece que gostamos de juntar nossos pedaços toda noite. E é o que mais uma vez estou fazendo.

Aqui estou eu, tentando salvar o romance e fazer acontecer nossa dança. Aqui estou eu, me humilhando novamente. Se dependesse de mim, estaríamos longe daqui, num universo só nosso. Eu poderia estar escrevendo sobre várias coisas, mas escrevo sobre você, sobre mim, sobre todos nós.

O amor sempre ficou quieto, no canto dele. A gente que é idiota e vai despertá-lo do seu sono, mas somos idiotas felizes, pois gostamos dele mesmo ele nos ferindo as vezes.

O romance e o amor, são fortes e resistentes, mas podem se afogam com um tempo também. Se um apenas, cuida, cultiva, se humilha e dá sua vida para salvá-lo, ele fica pesado para salvá-lo sozinho, então ele se afoga e morre. Cuidado.

Quando tu encontra o amor, pode acontecer que floresça e viva eternamente, ou pode também, simplesmente dar merda.

Comer, perdeu a graça e seu sabor. Estar acompanhado com outros, sem tua presença ficou sem harmonia. Zapear canais repetidamente no controle da Tv, virou meu passa-tempo. Me chamam pelo meu nome e demoro responder perdido em meu silêncio. Olham para mim e perguntam-me se estou bem. Minhas feridas estão expostas. Meu silêncio está visivelmente gritante… e eu sinto tua falta.

Quem decide vivê-lo, corre perigo. Estou em apuros então.

Felizes os ingênuos, os burros e os filhos-da-puta.Pois estes, andam longe deste perigo.

Furacão

maio 19, 2013

Um sonho distante que me consumiu inteiramente. Um furacão invadindo minha casa e destruindo tudo que cruzava seu caminho, eu o cruzei e sobrevivi. Mas, nunca mais fui o mesmo.

As coisas que me marcaram, hoje, fazem sentido. Quem causou esse furacão de sentimentos e emoções, foi eu. Trago em meu peito, um coração com suas partes faltando, nunca mais fui o mesmo. O que eu sempre lutei pra ter, parece que não vale mais.

Tento recolar os meus pedaços, remendar meu coração longe da tua presença. Tento não falar mais disso, nem de ti, mas no fim sempre tenho algo a dizer.

Faz tempo que a noite fria e silenciosa anda sendo minha companhia, e mais uma vez esse furacão que vem quebrando e destruindo tudo, tudo em mim, aparece. Tentei fechar os olhos e abri-los novamente para ver se todo esse drama desaparecia, mas não era um sonho mais.

Preciso pegar a estrada, vou dar as costas e andar, crescer e mudar. Vejo o céu se fechar, e lá vem o furacão de novo. Preciso dizer adeus e partir, porque aqui não é mais meu lugar.
Se eu ficar, o furacão te atingirá porque ele já está fazendo parte de mim e é disso que preciso me livrar. Isto é uma luta por controle, isto é uma luta por superação. Desculpe todo este transtorno que te causei, deixo-te agora com um ultimo beijo. Preciso ir, desculpe.

A culpa não é tua… o culpado sou eu.

Cartas para esquecer.

abril 9, 2013

Hoje estou num nível de sentimento onde não estou importando-me com quase ninguém. Meio estranho isso, eu sei… mas, não que eu deixei de gostar das pessoas, de olha-las com olhos de amor. Não que eu não ame mais ninguém ou que esteja em depressão, não é isso…
Certas coisas aconteceram, e me auto permiti respirar bem fundo, levantar a cabeça, me sentir bem e seguir em frente. Porque, se eu não me permitir que essas coisas aconteçam, se eu não buscar essa força de vontade dentro de mim para ter a minha paz e um ar para respirar, ninguém fará por mim.

Percebo que estou um pouco mais interessado neste meu momento de satisfação/alívio/paz ( e talvez felicidade ) do que interessado nas coisas dos outros. – um pensamento egoísta, talvez –
Mas, apenas estou aproveitando este meu momento que estou tendo até então, porque, talvez amanhã todas essas coisas poderão ir embora novamente, e as velhas coisas voltarem. Logo, aproveito o agora.

E então, permanecerei aqui, com meu ar e a satisfação e paz nessas pequenas coisas que trouxeram o alívio, que trouxeram perda de memórias não mais interessantes e nem um pouco saudável, que trouxeram esta paz com paradeiro desconhecido. E aprendo então sozinho, a superar as perdas e as esperas vazias.
E por isso, que eu aproveito este momento não “perdendo tempo” com ninguém, ou com problema dos outros, apenas me perdendo, em meu próprio momento.

Precisei respirar bem forte este ar deste lindo farol situada na direção do horizonte, e esquecer de tudo ( e de você ) e me permiti encontrar essa paz desconhecida que me trouxe coragem.

E a vida é infinita. Então, me esqueça… eu já te esqueci.

Portões de casa, as esquinas e avenidas da vida.

março 12, 2013

Lembro-me das canções que minha mãe cantava para mim na hora de dormir.

Já fui pequeno, e já ouvi muitas canções. Lembro das coisas e lugares que me davam medo na minha infância. Por essas esquinas e avenidas da cidade movimentada, atravessei-as na segurança de mãos de uma guerreira trabalhadora, senhora minha mãe.

A infância foi passando, as roupas de guri, já não cabiam mais. Pêlos foram crescendo, minha visão por cima dos carros estacionados no meio-fio para enxergar os carros por trás destes que por vir estavam, já era outra. E a mão que me guiava pela travessia das ruas, já não havia mais, porque, obrigatoriamente o tempo havia passado, e as tomadas de casa já não estavam mais protegidas, pois, a consciência havia nascido.

Lugares onde eu nunca pude ir, já não havia mais os portões de casa para me impedir. Na minha queda de Skate, havia um choro muito breve, só uma gota, talvez, acompanhado de um curativo feito por mim mesmo, e mais um aprendizado: que eu deveria tomar mais cuidado na próxima vez, e de que, na próxima, teria que fazer a manobra sem cair novamente.

Vivi e aprendi dentro de casa, na segurança e aprendizado da senhora minha mãe. Minha infância foi rápida, tive que crescer de pressa. E outras coisas, aprendi e vivi do lado de fora da casa, do outro lado dos portões.

O ser humano, é curioso, e tenta buscar respostas e tenta criar seu universo e suas leis. Quando chega a hora de atravessar o portão de casa sozinho, para conhecer o desconhecido, precisamos tomar cuidado para não entrar ou bater no portão dos outros.
Do outro lado do portão, é onde muitos sempre sonharam estar. E é lá, que a gente conhece os amigos e inimigos. É lá, que a gente abraça algumas dores, tristezas, marcas e alegrias. E é lá, que alguns, ficam esperando, esperando e esperando, pelo o quê? eu não sei. Mas ficamos.

Podemos atravessar os portões de casa, mas, nunca esquecer que, do outro lado, não haverá mais as tomadas protegidas, e nem uma mão para guiarmos na travessia das esquinas e avenidas.

Um dia, eu já sabia que atravessaria esse portão. E foi lá fora, que encontrei algumas coisas, alguns amigos passageiros e outros eternos. Momentos e momentos. Mas, nem tudo o que vi deste outro lado do portão, foi o que eu procurava.

Ainda estou à procura.