Posts Tagged ‘meu dia’

Sabemos demais.

janeiro 19, 2017

Sabemos falar sobre amor muito bem.
Temos os melhores discursos sobre isto.
Falamos muito bem sobre se importar com o próximo.
Temos os melhores discursos sobre isto também.
Mas…

só isso.

O que eu aprendi com 2016.

janeiro 1, 2017

Eu aprendi com o ano de 2016, que a gente (quase sempre) deseja “Feliz Ano Novo” de graça, por educação – pelo menos ainda sobra educação nessas épocas nesse mundão louco (ou não). Mas as vezes, a gente quer realmente que aquela pessoa tenha um ano novo; que seja diferente, principalmente quando sabemos que o ano não foi bom pra ela, por vários motivos. Então, a gente deseja.

Mas o que eu aprendi com 2016, é que, o próximo ano vai ser o que ele tiver que ser independente da palavras que soltamos de graça. O ano sempre vai nos surpreender, seja pra algo bom, ou ruim. Ele tem “vida própria” e ele vai ser o que ele quiser, ou tiver que ser.

O negócio é  gente aprender a ser feliz.
E pra ser feliz, não precisa necessariamente estar sorrindo.Só ser.

Feliz 2017.

Uma carta de amor em ódio.

julho 19, 2015

Estou cansado de sentir raiva.
Cansado de sentir ódio.
Cansado dos ódios alheios.
Cansado de atacar os outros.
Cansado de ver ataques.
Quando foi que esqueceram que seus tetos são de vidros também?
Não me lembro da vez que me disseram que eu não tenho pecado.
Atacam demais.
Demais são atacados.
Estou cansado da ira.
Até aonde o ódio irá?

Com barba ou sem barba? Não importa.

junho 26, 2015

Quando eu era criança, sonhava em ser velho, um pouco mais velho, sabe? Talvez, alcançar logo os meus 18 anos. Eu ficava ansioso por esse dia até que o dia chegou e não mudou muita coisa — ou simplesmente nada mudou —, só sentei e esperei o dia terminar. Quando era criança, sonhava em ter barba, tipo aquelas bem cheias mesmo, sabe? Eu odiava ver meu rosto pelado. Cultivei isso durante a minha adolescência até que consegui ter barba cedo; com os meus 15 anos eu já tinha barba e isso era sensacional para mim, pois a minha turma da escola não tinha, e eram todos menores do que eu. Naquela época, era sensacional isso.

As vezes, esquecemos o quão bom é ser criança, assim como esquecemos um monte de coisa. Parece que a minha geração, foi a geração que mais quiseram crescer, pois hoje vemos os adultos jogando vídeo game e as crianças nos computadores. Talvez me tornei tão saudosista por conta disso, porque quis pular uma fase da minha vida, que hoje não volta mais e acabo tentando reviver o passado hoje, passando a gilete no rosto. — Estranho ouvir isso de uma pessoa que odiava ver seu rosto pelado. Quem mudou, eu, ou o espelho? — Estou começando a crer que nossos sonhos não são para sempre.

Meu sonho subiu até o nono andar; enquanto eu subia o elevador eu me encontrei satisfeito em olhar minha imagem sem barba no espelho, daí percebi que a gente nunca sabe de nada. Alguns anos atrás eu odiava meu rosto sem barba, e hoje tanto faz. Enquanto pensarmos que sabemos de tudo, nossos sonhos sempre mudarão. Eu pensava que “desse jeito” era melhor, até ver que o jeito não importava mais, desde que me traga a paz.

Já que o ser humano não sabe de tudo mesmo, os nossos sonhos sempre mudarão, ou amadurecerão — se preferir esse termo.
Talvez, o que significava pra mim ser maduro, era a barba, hoje, ser maduro é saber que não sei de nada. Um dia você vai acordar e vai perceber que a maneira não importa, desde que a sensação seja a mesma.

Ela.

junho 22, 2015

Cada dia eu tenho mais certeza da minha vida junto à dela, cada dia me vejo mais longe da minha pra se encontrar com a dela.
Esse relato vem dos dias difíceis e problemáticos que tenho vivido e que ela se encontra do meu lado, quando choro ou quando me endureço, ela está lá.

Mesmo quando eu estiver sozinho, não sentirei falta de ninguém, pois ela estará lá.
Não é só porque sou novo que não tenho problema e não choro, ela é a prova dos bastidores da minha vida.
Enfim, ônibus faz a gente refletir muito, e me peguei perdido nesses pensamentos.

A amo e não tenho dúvidas disso, o que só quero agora, é ser o mesmo que ela é pra mim nos dias que ela precisar.
Meu porto seguro tem nome, e é o nome dela;

Elizabeth Silva.

(des)crente

junho 13, 2015

As vezes, você se esforça tanto para construir algo que demora algum tempo, anos, dois anos talvez, e no final percebe que suas mãos estão gastas, seu coração, suas idéias, tudo! E sente que é a hora de parar.

Daí então, vem também a ideia de parar não por causa do cansaço, mas porque, além do cansaço você percebe que levou à lugar nenhum tudo isso, talvez, para alguns possa ter surgido algum efeito, possa ter valido a pena, enquanto para outros, pensam que eu não fiz mais do que minha obrigação.

Olhar pra tudo isso, pra tudo de ruim que falam de você é horrível, te faz se sentir um nada. Talvez eu seja um nada. Algumas pessoas ainda acreditam em você, mas você mesmo não acredita mais, horrível é dizer hoje que estou desacreditado.

A certeza de que você está descreditado, é horrível. Hoje só acredito que estou desacreditado.
Só não quero ser lembrado pelas pessoas, pelas gerações futuras, que eu fui o fraco, que não exerci o trabalho direito, então, antes que eu seja lembrado por estas coisas, serei esquecido. Irei embora.
Esse é aquele momento que você acha que deu seu tudo, e que está na hora de outro marcar presença no seu lugar.

É sobre isso que se trata esse texto.
Sobre novo caminho.
Sobre ser fraco.

A noite em que ela me fez sorrir.

dezembro 30, 2014

Quem eu sempre esperei neste Farol, não espero mais.

Ela chegou.
Enfim chegou.
Ela veio com um passo de cada vez. Sereno, sem pressa, só esperando os últimos segundos para chegar no tempo certo.
Pegou em minhas mãos, olhou nos meus olhos e sorriu.
Saímos do Farol.
Ela parou a primeira pessoa que passava pela rua entre a gente, e disse:

Eu amo esse cara – e apontou para mim – depois continuou andando me puxando pelas mãos.

Parei,
sorri
e a amei mais do que eu, naquela noite.

Ventos e marinheiros

outubro 28, 2014

Estou me encontrando novamente nos dias recentes.
Muita coisa que passou na minha vida, tenho olhado pra isso tudo e me perguntado quais dessas coisas eu consegui deixar de lado para continuar em frente. E confesso que não são muitas.

Estou me encontrando novamente no dias recentes.
Ser quem eu sou, é uma coisa que está acontecendo naturalmente.
Aprendendo na prática, é o que tem pra hoje, e eu tenho buscado com força tudo aquilo que eu sempre quis fazer ou ter, e só agora tenho tido força pra gritar essas coisas.
Gritar o meu amor, gritar o meu ódio, gritar minha fraqueza e força.

A vida é curta demais para não ser quem eu sou, e curta demais, para não falar o que eu sinto.
Tenho aprendido que tudo o que faço, me representa, e que, é uma pequena expressão de quem eu sou. E eu sei da capacidade que tenho para ir além e de fazer coisas maiores do que eu mesmo, no qual seria uma grande representação de quem eu sou. Então faça.

Se estamos cansados das mesmas coisas vividas obrigatoriamente na nossa vida, paremos um pouco para refletir e nos perguntar se vale a pena estar onde estamos, fazer o que estamos fazendo, ou estar com a pessoa que estamos. Estou aprendendo a mudar. Estou sendo a mudança.

Estou me encontrando novamente nos dias recentes.
Estou me redescobrindo para uma vida inteira, e talvez, uma vida inteira me descobrirá.

Talvez, eu só esteja voltando para o lugar onde não deveria ter saído.
Talvez, eu só sai para ter certeza de que ali era o meu lugar.

Isto não é sobre ventos e marinheiros.
Isto é sobre eu percebendo que, não é sempre que você ama quem você ama, mas que no final, vai se dá conta que já passou uma vida inteira amando quem você ama.

Estou me encontrando novamente nos dias recentes.

Ah, eu sinto muito blues

fevereiro 21, 2013

Quando lutamos contra nós mesmos, somos os únicos a colecionar feridas. As vezes pensamos que as coisas sempre vão ser do jeito que é, para sempre, e então, vem aquela agonia e tu se pergunta o que seria o “para sempre.” Fui exposto a sentimentos nos quais, pensava eu, que já estivesse acostumado, sendo que então, percebi o quando não estava. Já compus em vários refrões, que eu não sei cantar, e isso não é uma mentira, tento encontrar as vezes, palavras perfeitas, para expressar-me, sendo que muitas vezes, só quero um som que feche os meus olhos e lave-me por dentro, com o transbordar de lágrimas escorrendo dos meus olhos, descendo até a boca, e salgando o meu dia.

Já chorei demais durante alguns momentos da minha vida, já me afastei de pessoas, outras se afastaram de mim, algumas conheceram a morte, alguns momentos deixaram de fazer sentido e outras arrancaram-me lágrimas com tanta força, que nem para trás olharam. E tudo isso, não vejo como maiores cicatrizes, pois, as lágrimas limpam. Mas, hoje que eu decidi segurar o choro, e trancar meu peito, a ferida torna-se maior e mais profunda, do que quando tu canta um refrão que sai da tua boca em gritos, destravando teu peito das dores e te lavando.
Encontro-me em um olhar infinito, sem reação enquanto as horas passam, e tento olhar pela janela, e encontrar respostas, e através da janela, tento só mais uma vez, olhar nos teus olhos com um olhar verdadeiro e cheio de amor, que, já não encontro tais qualidades, já algum tempo em nossos olhares.
– Sentimento desconhecido e distante do que sempre sonhei para mim, para nós. –

A vida passa, nos ensina, e algumas pessoas aprendem, outras não. Não sei o que a vida quer me ensinar. Não sei porque meu solo anda trêmulo ultimamente. Não sei porque resolvemos desobedecer as leis que nós mesmo criamos para viver, a lei do “nunca dizer adeus”, e estou lutando como um guerreiro medieval, contra eu mesmo, contra as leis que construí, contra o romance que sonhei. Estou deixando doer as feridas. Talvez, alguns ensinamentos recentes, me incentivaram a resistir a dor, e nem sempre pensar no conto de fadas da vida contada. Espero um dia, poder olhar nos teus olhos, com verdade e com amor de novo, espero um dia parar de lutar contra eu mesmo, pois já cansei dessa luta.
A vida nos ensina, e as vezes gente aprende. Só peço a alguém, que por favor, me ajude, que me salve. Por que tá foda.